Quem vendeu a fazenda sai da ação civil pública ambiental
Vendeu a área e recebeu ação civil pública ambiental por causa da Reserva Legal dela? O tribunal excluiu do processo quem já não é dono dela.
Direito Ambiental
Defesa da propriedade rural em ação civil pública ambiental proposta pelo Ministério Público ou por órgão ambiental, com pedido de recuperação de área, PRAD ou indenização.
A ação civil pública ambiental é o processo judicial em que o Ministério Público ou um órgão ambiental cobra a reparação de um dano ao meio ambiente. Contra o produtor rural, ela costuma pedir a recuperação da área por meio de PRAD, indenização pelo dano remanescente e valor por dano moral coletivo.
O serviço é a defesa nesse processo, da contestação à sentença e aos recursos, incluindo a negociação de termo de ajustamento de conduta quando ela for o melhor caminho.
Muito produtor recebe a citação e entende que é uma cobrança de dinheiro. Não é só. O pedido central costuma ser a obrigação de fazer, ou seja, recuperar a área com projeto técnico, cronograma e fiscalização por anos.
Junto vêm os pedidos em dinheiro: indenização pelo dano que não puder ser reparado e valor por dano moral coletivo. Cada um tem requisito próprio e nenhum deles é automático.
Enfrentar os 3 em bloco, com uma contestação genérica, é o erro mais caro. Cada pedido cai por um motivo diferente, e a defesa precisa separar essas frentes desde o início.
Fui citado em ação civil pública
A condenação depende de dano existente hoje. Área que se regenerou, exploração que cessou há anos, recuperação já executada: nesses casos falta o objeto que a ação persegue.
É uma discussão técnica, não retórica. Ela se vence com imagens históricas da área, laudo de cobertura vegetal, comprovação de isolamento e, quando o caso pede, perícia judicial requerida logo na contestação.
Esse pedido de prova precisa estar na peça inicial da defesa. Sentença proferida sem a perícia requerida pode ser anulada por cerceamento de defesa, e o TJMT já reconheceu isso em ação sobre incêndios em área rural.
A obrigação de recuperar é considerada propter rem, ou seja, acompanha o imóvel. Quem comprou a fazenda pode ser acionado por dano que não causou, e essa é uma das situações mais frequentes em Mato Grosso.
O que a defesa faz aqui é separar o que acompanha o imóvel do que depende de conduta. A obrigação de reparar segue a terra, mas indenização e dano moral coletivo exigem demonstração de comportamento do réu.
E existe o outro lado: o direito de regresso contra quem vendeu, que depende do que o contrato registrou sobre o passivo. Vale ver as páginas de regularização de imóveis rurais e de contratos do agronegócio.
O termo de ajustamento de conduta permite negociar aquilo que a sentença apenas impõe: área, espécies, prazo, cronograma, forma de comprovação e consequências do atraso.
Bem negociado, ele encerra o processo com obrigação que a propriedade consegue cumprir. Mal negociado, cria uma dívida técnica impossível, que volta como execução, multa diária e novo processo.
Por isso a regra é simples: primeiro se mede o que a outra parte consegue provar, depois se negocia. Ação civil pública não é processo criminal, mas atinge o patrimônio e o uso da terra por muitos anos.
A defesa em ação civil pública ambiental fica com Elisiane Bottega, OAB/MT 15.397/O, advogada especializada em direito ambiental e na defesa de propriedades rurais nesse tipo de processo, com atendimento em Sinop e em todo o Mato Grosso.
Cada ação depende do que consta do inquérito civil e da prova técnica disponível. É essa leitura que define se o caminho é contestar, produzir perícia ou negociar.
É o processo na Justiça em que o Ministério Público, um órgão ambiental ou outro legitimado cobra a reparação de um dano ao meio ambiente. No campo, ela costuma pedir 3 coisas ao mesmo tempo: que o produtor recupere a área, apresentando um plano técnico chamado PRAD, que pague indenização pelo dano que não puder ser recuperado e que pague valor por dano moral coletivo. Não é processo criminal e não leva ninguém para a cadeia, mas atinge o patrimônio e pode travar o uso da propriedade por anos. O prazo para contestar é curto e começa na citação.
Esse é um dos pontos mais discutidos e costuma decidir o processo. A condenação a recuperar ou indenizar depende de dano ambiental atual comprovado. Quando a área se regenerou naturalmente, quando a exploração foi pretérita e cessou, ou quando a recuperação já foi feita, falta objeto para a condenação. Tribunais já julgaram improcedentes ações civis públicas ambientais exatamente por ausência de prejuízo atual. A prova disso é técnica: imagens históricas, laudo de vegetação, comprovação de isolamento da área e, quando necessário, perícia judicial requerida na contestação.
A obrigação de recuperar acompanha o imóvel e alcança o atual proprietário, que pode ser acionado mesmo sem ter causado o dano. Isso não encerra a discussão, apenas a desloca. Primeiro, o dever de recuperar não se confunde com a responsabilidade por indenização e por dano moral coletivo, que dependem de conduta. Segundo, existe o direito de regresso contra quem vendeu, e a redação do contrato de compra e venda faz toda a diferença nessa hora. Terceiro, a extensão do que se vai recuperar depende do regime do Código Florestal aplicável à área.
Pode, por meio de termo de ajustamento de conduta, e em muitos casos é a melhor saída. O acordo permite negociar prazo, área, espécies, cronograma e forma de comprovação, coisas que a sentença simplesmente impõe. O ponto é negociar a partir de uma posição informada, sabendo o que a acusação consegue provar e qual a real extensão do passivo. Assinar TAC amplo demais, com obrigação impossível de cumprir, transforma um processo em vários, porque o descumprimento vira execução com multa. A leitura técnica do que está sendo proposto vem antes da assinatura.
Para conversar sobre um caso de ação civil pública ambiental, entre em contato com a Dra. Elisiane Bottega. Cada situação depende da leitura dos documentos do próprio caso.
Vendeu a área e recebeu ação civil pública ambiental por causa da Reserva Legal dela? O tribunal excluiu do processo quem já não é dono dela.
O Ministério Público entrou com ação civil pública ambiental contra você? O tribunal decidiu que provar o dano é tarefa de quem acusa, não sua.
Entre em contato com a Dra. Elisiane Bottega pelo WhatsApp, telefone ou e-mail. O escritório fica em Sinop - MT.